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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Globo volta a satirizar a fé cristã em “Tá no Ar”

Humorístico ridiculariza evangélicos com “Gospel Beleza” 
Globo volta a satirizar a fé cristã em "Tá no Ar" 

No programa de estreia desta temporada, o humorístico “Tá no Ar” colocou conservadores como zumbis, donos de “ideias que deviam estar enterradas”. 
Como aparentemente as referências aos valores cristãos não teve grande repercussão, o programa que foi ao ar nesta terça (30) apostou pesado em piadas com temática religiosa.
 
Já na abertura, o quadro “Poligod: ofertas incríveis para os fiéis”, comparou os dogmas da igreja católica com produtos de valor questionável. Marcius Melhem, um dos criadores do programa, encarnou um padre/vendedor que oferecia “entrega de hóstias com litrão de vinho pelo aplicativo”, “óculos de espiritualidade virtual para assistir as missas em casa” e o “kit de primeiros socorros espirituais”. 
A tônica do esquete mais longo do programa foi equivaler a fé a uma mera relação comercial, encerrando com o chavão “é um pecado perder estas ofertas”. 
Na sequência, a volta da Galinha Preta Pintadinha, um desenho animado que coloca no papel de herói uma galinha usada como sacrifício em rituais de religiões afro. A única referência positiva a uma forma de fé. 
Por fim, o quadro que rende mais comentários nas redes sociais, sendo muito comentado especialmente no Twitter: o “Olha a Gospel Beleza aí, gente”. 
A atriz Renata Gaspar aparece na tela como uma porta-bandeira de escola de samba, mas se veste e se comporta como um estereótipo de uma pentecostal. Ao seu lado, Eduardo Sterblitch e Marcius Melhem, de terno e gravata, mimetizam os gestos comum dos homens em algumas igrejas pentecostais, enquanto junto com a serpentina, aparecem notas de dinheiro na tela. 
A trilha sonora é uma adaptação da conhecida música da Globeleza: “Lá vem Deus/Nossa festa é ungida/O Carnaval meu povo/É coisa de alma perdida/Vem, deixa o Senhor abençoar/Vem nessa pra gente louvar/ajoelhar em oração/Sai para lá, tentação/Vem, na Bíblia diz/Folia é coisa do capeta/No templo do Senhor tiramos seu encosto/E tudo sem pagar imposto”. 
Ato contínuo, os três atores caem no chão e tremem, imitando as cenas comuns em cultos de libertação. 
Assim como nas outras temporadas do programa – esta já é a quinta – o deboche à fé cristã deve ser uma constante. Com audiência em torno dos 15 pontos, número considerado pela emissora bom para o horário, o “Tá no Ar” parece seguir a cartilha da Globo, como tem feito com o Zorra. 
Curiosamente, em entrevista recente, Melhem afirmou: “O programa não é agressivo, ele é contundente, levanta questões de forma muito clara. A gente sempre está muito atento à questão da intolerância. Religiosa, comportamental, sexual, de todo tipo”. Em outras palavras, intolerância boa é só a que eles promovem. 
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