
Lembrando que o país vive um momento muito importante, explica o pedido. “Pelo fato dele ter sido o último a ser indicado pela própria Dilma e ter feitos elogios públicos recentes a ela, ao Governo Federal e ao Partido dos Trabalhadores”.
Sereno, mas firme, Malta defendeu sua opinião. “O senhor não deve se expor dessa forma… todo mundo sabe do discurso recente, que está nas redes sociais, do senhor elogiando a Dilma, fazendo mil elogios e colocando-a quase na condição de semi-deus. Ela e o governo dela”, explicou.
O senador tentou contemporizar. “Ministro Fachin, deixe isso para outro ministro relatar… se o senhor foi enganado por eles, como eu fui e milhões de brasileiros, pois eu também defendi, fiz discurso, o Brasil todo sabe disso, até que um dia descobri um engodo, na verdade era tudo um projeto para criar um país para chamar de meu, da família deles”, aconselhou.
Tendo apoiado Dilma em 2010, Magno Malta, como boa parte da bancada evangélica, rompeu com o PT e tem feito oposição nos últimos anos.
Por fim, questionou a declaração de Fachin sobre criar parâmetros para o processo. Lembrou que o ex-presidente Collor foi julgado em 1992, seguindo a Constituição de 1988, e de lá pra cá as normas são mudaram. “Deve-se tomar cuidado para um poder [Judiciário] não interferir no outro [Legislativo]”, encerrou.
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